Os vários passos do trigo desde a sementeira até à farinha, era um processo longo e penoso, que anualmente tinha de ser repetido, aqui nesta fase já em pleno verão, ceifam-se as espigas e amarram-se em molhos com fios de espadana[1], que se arrancavam, desfiavam e secavam ao sol. Depois carregam-se os molhos (feixes) de trigo nos carros de bois que os haviam de transportar para a eira onde se procederá à debulha.
([1][Botânica] Planta tifácea ou esparganiácea cuja folha tem a forma de uma espada.)



Todas as fotos publicadas na categoria “Tradições Marienses”, vão ser alvo duma compilação em CD, para que se preserve estas imagens de antigamente, única forma de fazer chegar às novas gerações os usos e costumes deste povo.
CAMPOS DE TRIGO poema de bárbara lia
Os campos de trigo continuam azuis a florescer pássaros
e acalentar o pão que aquece a alma
de quem ama e de quem não ama.
Os campos de trigo seguem embalando a lua
com uma sonata ao futuro sem fome.
Os campos de trigo esqueceram Van Gogh,
pois não há mais dor no homem.
É tudo realidade consentida.
Ninguém mais ergue sua obra para que o mundo
floresça em primaveras
que o artista não pode viver.
Nem mil girassóis de Van Gogh
vão calar a dor que assola
Ninive, Candahar, Bagdad,
o sertão, o chão desumano da Pátria,
Nigéria, Haiti, Etiópia…
Os campos de trigo não necessitam mais espantalhos.
O homem não necessita mais proteger o coração
para que o amor não o devore.
Pois o amor foi sepultado na última primavera.
Espantalho colorido
alardeando um campo-minado-coração,
varrido pelas máquinas da indiferença que regem
o sarcástico-mundo-cão.
Os campos de trigo, indiferentes,
seguem solares,
seguem em chama,
espalhando grãos,




14 Outubro, 2011
admin
Publicado em 


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pois lembro-me bem destas imagens.
era eu pequena e meu avô que aparece na foto(José Paulo da trevina)ia para a apanha do trigo. que saudades destes tempos.
em memória destes que infelizmente já cá não estão é bom recordar estes tempos.
amo-te avô, saudades.
tânia furtado