A cerâmica de barro, produzida na Ilha de Santa Maria até ao final dos anos 80 do século passado, fruto da abundância de barro que a ilha tem e chegou a exportar para São Miguel; mas também da necessidade do dia a dia da população, os talhões de barro, foram durante muito tempo o “celeiro” das famílias marienses que neles guardavam os cereais durante o inverno, normalmente tapados por um alguidar também de barro, uma tampa de bidão ou uma tampa de madeira, para proteger os cereais do “gorgulho” e do “carneiro”. Assim se protegiam os cereais que eram alimento, mas também os já escolhidos pela sua melhor aparência e “mais grados” para a sementeira do ano seguinte, num ciclo anual de agricultura de subsistência, pois cada família tinha de bastar-se a si própria e ser auto-suficiente.
Hoje é comum vê-los como ornamento em alpendres e jardins, bem como são muito procurados por estrangeiros, muitas vezes, mais ciosos pelos nossos costumes que nós próprios.
Foto Wikipédia – Conteúdo livre – Original de Carlos Luis M C da Cruz




12 Outubro, 2011
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