Maia Santa Maria Açores, descrita por quem nos visita.

Este é um artigo da autoria de Car­los Pes­soa, Fugas/Público – Link, pedi para transcrevê-lo para este blogue, porque fala de uma das mais belas baías de Santa Maria.

Citando…

…”

Quando o Destino é a Maia

Santa Maria — Farol de Gon­çalo Velho

Numa ilha pequena não há grandes dis­tân­cias. Exis­tem, isso sim, estra­das estrei­tas, sinu­o­sas e len­tas a per­cor­rer, gerando a sen­sa­ção de distância e afas­ta­mento. Em Santa Maria tam­bém é assim, quando à via­gem para norte de um dia sucede a des­lo­ca­ção para sul no dia seguinte.

Siga-se, pois, de Vila do Porto em direc­ção ao inte­rior, com pas­sa­gem obri­ga­tó­ria por Santo Espí­rito – disso fala­re­mos depois – e lade­ando encos­tas ou peque­nos vales onde pon­tuam casas tra­di­ci­o­nais bem arran­ja­das (outras nem tanto) de duas e qua­tro águas que ape­tece visitar.

Quando menos se espera, já a costa sueste está de novo à vista, anun­ci­ando uma des­cida pro­lon­gada e sinu­osa em direc­ção ao mar. O des­tino é a Maia, um pequeno aglo­me­rado de casas no fim da linha, ao fundo de uma encosta bem acen­tu­ada. Dizem-nos que nin­guém aqui vive fora da época bal­near, o que faz da zona um local de casas de férias, peque­nas e quase todas de um só piso. Por trás, num exi­gente apro­vei­ta­mento do parco espaço dis­po­ní­vel, fica o orde­na­mento dos espa­ços com vinha, berço de uma pro­du­ção que pou­cos têm o pri­vi­lé­gio de usufruir.

 

Santa Maria — Maia — Vista da estrada de acesso à aldeia

Há bas­tante gente na pis­cina ali­men­tada com água do mar, mas essa den­si­dade tem que ser enten­dida na justa medida aço­ri­ana – não mais do que umas boas deze­nas de pes­soas – que não impede nin­guém de se sen­tir como se fosse o único uti­li­za­dor do local.

Uma suges­tão, a con­cluir: na des­cida ou na subida (o regresso faz-se obri­ga­to­ri­a­mente pelo mesmo cami­nho) pare no mira­douro da Ponta do Cas­telo, de onde se alcança o Farol de Gon­çalo Velho e, mais em baixo, o que resta da antiga fábrica que rece­bia as baleias caça­das por estas para­gens. A vista é soberba e no ar respiram-se os incon­fun­dí­veis aro­mas medi­ter­râ­neos, como só é pos­sí­vel encon­trar na terra algarvia.

 

 

 

 

 

 

…Fim de Citação”

 

 

 

 

 

Este artigo faz parte de um conjunto de artigos sobre os Açores publicados em http://blogues.publico.pt/emviagem/categoria/acores

 

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