{"id":3273,"date":"2011-12-25T09:53:25","date_gmt":"2011-12-25T10:53:25","guid":{"rendered":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/?p=3273"},"modified":"2011-12-25T09:53:25","modified_gmt":"2011-12-25T10:53:25","slug":"mensagem-de-natal-do-presidente-do-governo-regional-dos-acores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/2011\/12\/25\/mensagem-de-natal-do-presidente-do-governo-regional-dos-acores\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do Presidente do Governo Regional dos A\u00e7ores"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" style=\"margin-left: 11px; margin-right: 11px;\" src=\"http:\/\/www.jornaldiario.com\/_admin\/modulos\/noticias\/imagem.php?id=38795\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"200\" \/>O Natal, para mim, \u00e9 a grande celebra\u00e7\u00e3o da vida. Das nossas vidas.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Nenhum outro momento festivo, \u00e0 escala global, convoca mais a alegria e a paz.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Nenhuma outra evoca\u00e7\u00e3o junta melhor a esperan\u00e7a aos que est\u00e3o tomados pela tristeza. E como na vida as tristezas n\u00e3o nos poupam, \u00e9 muito importante nunca nos vermos privados da esperan\u00e7a.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O Natal \u2013 para os crist\u00e3os, como para a maioria dos homens e das mulheres por este mundo fora \u2013 \u00e9 um tempo simultaneamente de tr\u00e9gua e de ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>De tr\u00e9gua, para os que se desirmanaram. De quieta\u00e7\u00e3o para os que se combatem. De maior serenidade para os que se agitam. De reflex\u00e3o para os que se precipitam no imprevisto.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m um tempo de ac\u00e7\u00e3o. O Natal, reproduzindo o nascimento de Jesus, reacende a luz prometedora e instiga a aptid\u00e3o, que todos conservamos no nosso interior, para renascer: a capacidade de recome\u00e7ar ou de fazer mais, de fazer melhor, de fazer diferente \u2013 de cumprir a promessa de Ano Novo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3ximo, na quadra natal\u00edcia, a fraternidade ganha mais vezes que o ego\u00edsmo. S\u00e3o tantos, felizmente, os que beneficiam deste impulso generoso e s\u00f3 \u00e9 pena que ele n\u00e3o seja mais duradouro e at\u00e9 constante.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Olhamos em redor e descobrimos, com outra clareza, o que falta e o que sobra, compreendendo que fazemos parte desse todo, onde contribu\u00edmos, em mais ou em menos, para o seu melhor como para o seu pior.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00c9 bom sentir que ajudamos, ou que podemos ser ajudados. Sobretudo, \u00e9 imprescind\u00edvel ajudar. N\u00e3o falo da caridade farisaica, televisionada, ostentat\u00f3ria, dos que anunciam previamente a sua prodigalidade para bem parecer; dos que fotografam os que recebem, para aparecerem afinal os que d\u00e3o. Falo da solidariedade a s\u00e9rio: dos que d\u00e3o o que podem e n\u00e3o dos que mostram o que d\u00e3o. Falo, pois, tamb\u00e9m, da generosidade que vence a vaidade. Em suma, da verdadeira solidariedade do Natal. Essa \u00e9 a que mais interessa, a que \u00e9 mais verdadeira e aquela a que apelo junto de todos os a\u00e7orianos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Nestes \u00faltimos anos, nesta mensagem de Natal, chamei muitas vezes a aten\u00e7\u00e3o para as not\u00edcias das crises dos pa\u00edses e das economias externas, cujos efeitos se fazem sentir agora com maior intensidade nas nossas ilhas. Como disse recentemente, levar os A\u00e7ores para a frente, com a Europa e o Pa\u00eds a puxarem para tr\u00e1s, tem sido mais dif\u00edcil. Por\u00e9m, apesar de todas as dificuldades que estamos a sentir por essas raz\u00f5es \u2013 nas empresas, no emprego e no rendimento das fam\u00edlias \u2013 temos conseguido, e vamos continuar a conseguir, que a crise, que nos chegou mais tarde, seja menos penosa do que no Continente e na Madeira est\u00e1 a ser e que seja entre n\u00f3s ultrapassada mais cedo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Mesmo a situa\u00e7\u00e3o financeira da Regi\u00e3o, que uns gostam tanto de desmerecer, tomara que o Pa\u00eds e muitos outros tivessem uma situa\u00e7\u00e3o igual ou parecida. Estariam, todos, certamente, bem mais aliviados.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Os A\u00e7ores t\u00eam resistido melhor \u2013 isso, quase todos o reconhecem. Mas, para mim, o mais importante \u00e9 que, reagindo a essas adversidades que se acercaram, os pol\u00edticos \u2013 pela sua ac\u00e7\u00e3o no governo, no parlamento, nas c\u00e2maras municipais e junto dos cidad\u00e3os \u2013 sejam capazes de, nos A\u00e7ores, auxiliar os mais fr\u00e1geis com os apoios poss\u00edveis, segurar as empresas vi\u00e1veis que est\u00e3o em dificuldade, proteger melhor os jovens casais, ajudar a manter empregos, dar alternativas aos que ficaram sem modo de vida \u00fatil, e apoiar as fam\u00edlias nos tratamentos contra a doen\u00e7a, na educa\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o dos seus filhos e no cuidado aos seus idosos. S\u00e3o essas, neste momento, as minhas principais preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Todos sabemos que estamos muito dependentes da recupera\u00e7\u00e3o europeia e da recupera\u00e7\u00e3o portuguesa \u2013 para j\u00e1 n\u00e3o falar de outros lugares, como nos Estados Unidos, onde temos tantos a\u00e7orianos \u2013 e todos sabemos igualmente que a retoma, nos A\u00e7ores, do caminho de progresso que est\u00e1vamos a trilhar, vai obrigar-nos ainda a sacrif\u00edcios e a mais aborrecimentos. Todos os dias chegam-nos medidas de fora, sejam em impostos sejam em mais custos na sa\u00fade, que exigem uma enorme pondera\u00e7\u00e3o na sua aplica\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes obrigat\u00f3ria, e um enorme esfor\u00e7o por parte do Governo Regional para, ao mesmo tempo, proteger a Regi\u00e3o e n\u00e3o prejudicar mais as pessoas. N\u00e3o devemos nem temos que fazer sempre o que os outros fazem l\u00e1 fora \u2013 para isso \u00e9 que serve a nossa Autonomia \u2013, mas s\u00e3o decis\u00f5es e tarefas muito dif\u00edceis que temos de empreender diariamente, com responsabilidade face ao futuro e da melhor forma no presente.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00c9 preciso, pois, ter iniciativa e confian\u00e7a: depois da tempestade vir\u00e1 certamente a bonan\u00e7a. Todos, sejam quais forem as suas opini\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es, devemos estar a remar no mesmo sentido, a dar for\u00e7a aos A\u00e7ores e a recuperar a tranquilidade que merecemos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Vivemos, mesmo assim, numa terra de ilhas encantadas: n\u00e3o tenhamos d\u00favidas! Por esse mundo fora, morre-se de fome e abandonado na doen\u00e7a; tornam-se v\u00edtimas de guerras os que nem sequer compreendem as suas causas; rebentam bombas e eclodem cat\u00e1strofes que j\u00e1 s\u00f3 no Natal t\u00eam direito a ser not\u00edcia; multid\u00f5es fogem sem destino e sem ref\u00fagio. Por isso, temos de aprender a viver, na nossa terra, de acordo com as nossas possibilidades e necessidades, e n\u00e3o pensar que se pode ter o que se quer e que \u00e9 o Governo que o tem de garantir. Se ambicionamos mais para a nossa Regi\u00e3o, se queremos que ela seja melhor, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que, por esse Mundo fora, falta muita bondade, muita nova consci\u00eancia e muita vontade para que ele seja pelo menos toler\u00e1vel para os que nele vivem e mais aproximado do bem estar que aqui temos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Vamos dar um bom exemplo no nosso Natal! Praticar a solidariedade e viver com responsabilidade e com esperan\u00e7a.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Esta \u00e9 a \u00faltima Mensagem de Natal que dirijo na minha qualidade de Presidente do Governo, visto que cessarei as minhas fun\u00e7\u00f5es dentro de pouco menos de um ano. Continuarei, entretanto, a servir a minha terra e os meus concidad\u00e3os, a quem devo tudo e a quem dou o que tenho.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>A todas as a\u00e7orianas e a\u00e7orianos, a todos os amigos dos A\u00e7ores, onde quer que residam ou onde quer que estejam, seja nas Am\u00e9ricas seja na Europa, e, de modo especial, aos que labutam nas nossas ilhas das Flores, do Corvo, de S\u00e3o Jorge, do Pico, do Faial, da Graciosa, da Terceira, de S\u00e3o Miguel e de Santa Maria, desejo, em nome do nosso Governo e em nome da minha fam\u00edlia, umas boas festas e um ano novo cheio de felicidades.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Bom Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Natal, para mim, \u00e9 a grande celebra\u00e7\u00e3o da vida. Das nossas vidas. Nenhum outro momento festivo, \u00e0 escala global, convoca mais a alegria e a paz. Nenhuma outra evoca\u00e7\u00e3o junta melhor a esperan\u00e7a aos que est\u00e3o tomados pela tristeza. 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