{"id":2866,"date":"2011-11-25T18:21:36","date_gmt":"2011-11-25T19:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/?p=2866"},"modified":"2011-11-25T18:21:36","modified_gmt":"2011-11-25T19:21:36","slug":"matriz-de-vila-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/2011\/11\/25\/matriz-de-vila-do-porto\/","title":{"rendered":"Matriz de Vila do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Em mem\u00f3ria de Manuel Chaves Carvalho<\/p>\n<p>Do Livro \u201c<a title=\"Igrejas e Ermidas de Santa Maria\" href=\"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/2011\/11\/14\/igrejas-e-ermidas-de-santa-maria-foi-ha-10-anos\/\" target=\"_blank\">Igrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso<\/a>\u201c<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/d\/d4\/Igr_n_s_assun%C3%A7%C3%A3o_pan.JPG\/800px-Igr_n_s_assun%C3%A7%C3%A3o_pan.JPG\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A Igreja da Matriz \u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Talvez uma das mais grandes<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Foi por interm\u00e9dio de Jo\u00e3o Tom\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">E do escudeiro Rui Fernandes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Tamb\u00e9m chamam a igreja<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">De Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Onde todos anos se festeja<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Uma missa com prociss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 festa em Santa Maria<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A quinze de Agosto data verta<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Que \u00a0comemora o dia<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em que a ilha foi descoberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pelo fogo foi destru\u00edda<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">H\u00e1 sessenta e oito anos (1)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">E foi de novo erguida<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pelos seus paroquianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Vieram ajudas de fora<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para a sua constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Onde se encontra agora<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Manuel Chaves Carvalho<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">(1) h\u00e1 data do livro, neste momento 10 anos passados, faz 78 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Wikip\u00e9dia<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Sob a invoca\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, padroeira da vila, data do in\u00edcio do\u00a0s\u00e9culo XV, constituindo-se numa das\u00a0igrejas\u00a0mais antigas do\u00a0arquip\u00e9lago. \u00c9 largamente referida porGaspar Frutuoso\u00a0e, modernamente, a sua hist\u00f3ria encontra-se em trabalho do Dr.\u00a0Manuel Monteiro Velho Arruda.\u00a0Foi cabe\u00e7a da Comenda da Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram seus benfeitores Jo\u00e3o Tom\u00e9 (&#8220;o Amo&#8221;) e o Ouvidor Rui Fernandes, escudeiros do capit\u00e3o do donat\u00e1rio e vereadores da municipalidade, nomeados por Gaspar Frutuoso como &#8220;<em>lavradores e homens principais da terra<\/em>&#8220;. As suas obras foram iniciadas em\u00a01439, a cargo do pedreiro Estev\u00e3o Ponte e do carpinteiro Jo\u00e3o Roiz (Rodrigues). Frutuoso informa que o primeiro arrematou a obra por trezentos mil-r\u00e9is, e Roiz, de Vila Franca do Campo, ter\u00e1 recebido &#8220;<em>de noventa a cem mi-r\u00e9is<\/em>&#8220;. Primitivamente a igreja s\u00f3 dispunha de uma\u00a0porta\u00a0no frontisp\u00edcio. No meado do\u00a0s\u00e9culo XVI\u00a0j\u00e1 possu\u00eda sete confrarias. Frutuoso assim a descreveu:<\/p>\n<dl>\n<dd>&#8220;<em>A igreja principal \u00e9 da invoca\u00e7\u00e3o da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora (por se achar no mesmo dia a Ilha), de naves, com quatro pilares em v\u00e3o, e muito bem assembrada, com um Altar do ap\u00f3stolo S\u00e3o Matias, que \u00e9 o padroeiro de toda a Ilha, da banda do evangelho, e outro de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, da parte da ep\u00edstola. Tem tamb\u00e9m duas capelas, uma da banda do sul, que mandou fazer\u00a0Duarte Nunes Velho, com altar de Jesus; a outra, de\u00a0Rui Fernandes de Alpoim, com o altar de Santa Catarina.<\/em>&#8220;<sup id=\"cite_ref-2\">[3]<\/sup>.<\/dd>\n<\/dl>\n<p>Por determina\u00e7\u00e3o de\u00a0Filipe II de Portugal, o exclusivo do p\u00falpito desta igreja foi dado aos\u00a0franciscanos\u00a0da vila. O pregador do Convento da\u00a0Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria\u00a0tinha a obriga\u00e7\u00e3o de fazer 24 serm\u00f5es por ano naquele p\u00falpito, recebendo, por isso, tr\u00eas moios de\u00a0trigo\u00a0e dinheiro. O corpo eclesi\u00e1stico de que dispunha era muito numeroso, recebendo bons proventos no\u00a0s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>A igreja foi profanada e destru\u00edda por\u00a0cors\u00e1rios\u00a0franceses\u00a0(agosto de\u00a01576) e\u00a0ingleses\u00a0(1599), tendo sido\u00a0incendiada\u00a0por\u00a0piratas da Barb\u00e1ria\u00a0em\u00a01616. Nesta \u00faltima ter\u00e1 servido comomesquita. Foi reparada pela C\u00e2mara Municipal em\u00a01630, mas faltaram, \u00e0 \u00e9poca, recursos para a\u00a0telha. Ap\u00f3s v\u00e1rios apelos ao soberano, apenas em\u00a01659\u00a0um pequeno auxilio foi conseguido. A imagem da Virgem foi devolvida ao seu nicho, ao centro do\u00a0altar-mor em\u00a01674, por iniciativa do bispo D.\u00a0Louren\u00e7o de Castro.<\/p>\n<p>As repara\u00e7\u00f5es promovidas no\u00a0s\u00e9culo XVIII\u00a0e no\u00a0s\u00e9culo XX\u00a0foram efetuadas \u00e0 custa da popula\u00e7\u00e3o e das confrarias. O altar das Almas goza do privil\u00e9gio de indulg\u00eancia para o sacerdote que oficiar missas dos fi\u00e9is defuntos, com isen\u00e7\u00e3o das penas do\u00a0Purgat\u00f3rio, segundo Breve do\u00a0Papa Pio VI\u00a0datado de\u00a011 de Mar\u00e7o\u00a0de\u00a01784.<\/p>\n<p>Em\u00a06 de outubro\u00a0de\u00a01832, um novo inc\u00eandio trouxe a destrui\u00e7\u00e3o da igreja e a reconstru\u00e7\u00e3o foi iniciada no ano seguinte (1833) por iniciativa do padre Ant\u00f3nio Calisto (agraciado com o h\u00e1bito da\u00a0Ordem de Cristo), \u00e0s expensas dos paroquianos, conforme inscri\u00e7\u00e3o epigr\u00e1fica a meio da parede da nave sul.<\/p>\n<p>A torre foi alteada em cinco\u00a0metros\u00a0para a instala\u00e7\u00e3o de\u00a0rel\u00f3gio, cuja inaugura\u00e7\u00e3o se deu a\u00a09 de Junho\u00a0de\u00a01946.<\/p>\n<p>Atualmente, da primitiva estrutura, restam apenas uma\u00a0porta\u00a0lateral em\u00a0estilo g\u00f3tico\u00a0e um\u00a0tecto\u00a0em\u00a0estilo manuelino\u00a0na Capela de Santa Catarina.<\/p>\n<p>O conjunto encontra-se protegido pelo Decreto Legislativo Regional n\u00ba 22\/92\/A, de\u00a021 de Outubro\u00a0de 1992.<\/p>\n<p>A partir de\u00a02000\u00a0passou por extensa interven\u00e7\u00e3o de restaura\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o, sendo reinaugurada a\u00a015 de Agosto\u00a0de\u00a02002.<\/p>\n<p>A festa da padroeira comemora-se anualmente a\u00a015 de agosto, com\u00a0missa\u00a0e\u00a0prociss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mem\u00f3ria de Manuel Chaves Carvalho Do Livro \u201cIgrejas e Ermidas de Santa Maria em Verso\u201c . A Igreja da Matriz \u00e9 Talvez uma das mais grandes Foi por interm\u00e9dio de Jo\u00e3o Tom\u00e9 E do escudeiro Rui Fernandes. . Tamb\u00e9m chamam a igreja De Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o Onde todos anos se festeja Uma missa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[579],"tags":[621,622],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2866"}],"collection":[{"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2866\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/santamariaazores.com\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}